A alergia respiratória causa ouvido tampado quando a inflamação nasal atinge a tuba auditiva, impedindo a regulação da pressão e a drenagem de líquidos do ouvido médio. Esse processo gera uma sensação de plenitude auricular e perda auditiva temporária, quadros que requerem diagnóstico otorrinolaringológico para evitar otites serosas e danos crônicos.
A conexão fisiológica entre o nariz e a audição
A saúde do nosso sistema auditivo depende diretamente da funcionalidade das passagens nasais. Existe um canal estreito, chamado tuba auditiva, que liga a rinite e outras inflamações alérgicas ao ouvido médio. Quando uma pessoa sofre com alergias, a mucosa de todo o trato respiratório superior costuma inchar, incluindo essa via de comunicação.
Na prática clínica da Dra. Allyne Capanema, observamos que o bloqueio da tuba gera uma pressão negativa internamente, provocando a percepção de barulhos abafados e o incômodo persistente de “ouvido cheio”.
Como a inflamação alérgica prejudica a acuidade sonora?
A perda auditiva temporária nesses casos não ocorre por uma lesão estrutural no nervo auditivo, mas sim por uma barreira mecânica. O acúmulo de secreção ou apenas a alteração da pressão impedem que o tímpano vibre da maneira adequada.
Esse cenário é bastante comum em períodos de mudanças bruscas de temperatura ou alta concentração de alérgenos no ar. Sem a ventilação correta, o ouvido médio se torna um ambiente suscetível a inflamações mais severas, transformando um quadro alérgico inicial em uma otite que prejudica o bem-estar e a concentração.
Sinais de que a alergia está afetando o seu ouvido
Identificar a origem do problema é fundamental para definir a conduta terapêutica ideal. Alguns indícios claros de que a causa é respiratória incluem:
- Sensação de que o ouvido “estala” ao engolir ou bocejar.
- Piora da audição acompanhada de coriza, espirros ou coceira nasal.
- Percepção de sons abafados que variam de intensidade ao longo do dia.
- Zumbidos transitórios que surgem durante crises de rinite ou sinusite.
- Desconforto auricular que melhora momentaneamente ao realizar manobras de equalização.
A importância da intervenção médica e do controle alérgico
Diferenciar uma perda auditiva temporária causada por alergia de outras patologias auditivas exige exames como a otoscopia e, em alguns casos, a impedanciometria. O tratamento não deve focar apenas no alívio do sintoma no ouvido, mas sim no controle rigoroso da inflamação nasal.
A ciência médica demonstra que a higienização nasal e o uso de medicações específicas para modular a resposta alérgica são os pilares para devolver a funcionalidade à tuba auditiva e restabelecer a audição plena.
Priorize sua saúde respiratória e auditiva
Não negligencie o desconforto nos ouvidos acreditando ser apenas uma consequência natural da sua alergia. Prolongar esse estado pode levar a complicações estruturais que afetam sua qualidade de vida. Para um diagnóstico seguro e um plano de tratamento personalizado, entre em contato e agende sua avaliação com a Dra. Allyne Capanema.
