O refluxo causa garganta irritada e ouvido inflamado quando o conteúdo gástrico atinge a faringe e a tuba auditiva, provocando uma inflamação química. Essa condição, conhecida como refluxo faringolaríngeo, gera pigarro, rouquidão e dores de ouvido reflexas, exigindo diagnóstico otorrinolaringológico para diferenciar de infecções comuns e evitar danos crônicos às mucosas.
A manifestação atípica do refluxo nas vias superiores
Frequentemente, o paciente não apresenta a clássica azia ou queimação estomacal, caracterizando o chamado refluxo silencioso. Nessa situação, o ácido gástrico sobe até a região da garganta em forma de vapor ou microgotículas, irritando tecidos sensíveis que não possuem proteção contra o pH ácido.
Na prática clínica da Dra. Allyne Capanema, observamos que muitos casos de irritação crônica são tratados erroneamente como alergias ou infecções virais, quando a verdadeira origem reside na disfunção gástrica que afeta a laringe.
Por qual motivo o refluxo afeta a saúde do ouvido?
A ligação entre a garganta e o sistema auditivo ocorre por meio da tuba auditiva, um canal responsável por equilibrar a pressão e drenar secreções do ouvido médio. Quando o ácido do refluxo inflama a abertura dessa tuba na faringe, ocorre um inchaço que prejudica sua funcionalidade.
Esse bloqueio gera uma pressão negativa, resultando em sintomas como sensação de ouvido tampado, estalidos e até dores agudas. Além disso, o refluxo pode desencadear uma resposta inflamatória que mimetiza uma otite, dificultando o bem-estar do paciente que sente desconforto em múltiplos pontos da face e pescoço.
Identificando os sinais do refluxo faringolaríngeo
Os indícios de que a garganta e os ouvidos estão sofrendo com o ácido gástrico costumam ser sutis e persistentes. Entre os sinais mais comuns identificados em avaliações especializadas, destacam-se:
- Pigarro constante e necessidade frequente de limpar a garganta.
- Sensação de um “bolo” ou corpo estranho preso na região cervical.
- Rouquidão matinal ou falhas na voz após as refeições.
- Tosse seca crônica que não responde a tratamentos pulmonares.
- Desconforto ou pressão nos ouvidos sem a presença de febre, ou secreção externa.
A importância do diagnóstico preciso e conduta clínica
O tratamento eficaz depende da visualização direta das mucosas por meio de exames como a videolaringoscopia, que permite à Dra. Allyne identificar sinais característicos de inflamação por ácido, como o edema nas pregas vocais e na região retrocricoide.
Além das intervenções medicamentosas para controlar a acidez, a mudança de hábitos alimentares e posturais desempenha um papel decisivo na recuperação. Ignorar a conexão entre o trato digestivo e as vias aéreas superiores pode levar a lesões permanentes na voz e complicações auditivas recorrentes.
Agende sua consulta para uma investigação detalhada
Se você sofre com irritação constante na garganta e percebe que seus ouvidos também estão sendo afetados, é fundamental buscar uma análise especializada para identificar a causa raiz do problema. Entre em contato para agendar uma consulta com a Dra. Allyne Capanema e receba um plano de cuidados focado na restauração da sua saúde otorrinolaringológica integral.
